Tendo acordado no meio de um campo de forças que faria roer de inveja todo o candidato a K. Lewin, a inevitabilidade da escrita é claramente uma alternativa ao pequeno-almoço. Assim sendo, deixe-mo-la acontecer. O cenário escolhido não será localizado em latitudes nem em longitudes e isso, por opção e por todo um conjunto de irrelevâncias pertinentes num dia como hoje.
O Ser, pode ser de qualquer sexo, desde que seja.
A coisa, isso é de uma complicação simples. É feita de contrários, mais exactamente da aceitação do jogo dos contrários de que o mundo é composto e para o qual não se vislumbra uma solução satisfatória. Para tornar a coisa ainda mais assustadoramente absurda, os contrários estão ali, aos olhos de todos. Suspensos numa linha, como num estendal, balouçam ora para o lado das forças, ora para o das fraquezas. São as pontas das efabulações feitas pelo Ser que ajudado por outro Ser, se colocou a descoberto do amor.
E não, não se tratou de desamor, mas de falta de palavras.
(Se bem calha, melhor será, num dia como hoje, desatar a ler Maria Adelaide de M. Teixeira Gomes).
PS: postagem sob o efeito, pateticamente gisante et analgisante, do conceito.

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