05
Dez
11

de pé, virado para o espelho

De pé, virado para o espelho que me devolvia o meu Eu colado ao chão, ali estava eu, de um tamanho demasiado para ousar sequer respirar ainda que a inércia vinda dos pulmões não me deixasse desistir. Resolvi ter uma conversa comigo próprio.

- É-me difícil abandonar-te! Dificilmente o irei fazer. Só se morrer e, isso pode acontecer.

- Podias dizer-mo. Eu sei que um punhado de terra não basta e o suicídio é uma perca de tempo. Talvez fosse bom. Para mim, acho que sim, que seria.

- Sabes, está frio e eu tenho daquele medo que me faz medo de vez em quando, lá longe. É isso que não me deixa ir e que me desassossega os dias e as noites.

- Não mates aquilo que nos liga. Está a chover e ontem foi domingo.


0 Respostas to “de pé, virado para o espelho”



  1. Deixe um Comentário

Deixar um comentário

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Modificar )

Imagem do Twitter

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Modificar )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Modificar )

Connecting to %s


não dá para ver? deixe lá, não ia perder grande coisa

I’m fine

distopicamente

 

Dezembro 2011
S T Q Q S S D
« Nov   Jan »
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
262728293031  

Páginas


Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.