De pé, virado para o espelho que me devolvia o meu Eu colado ao chão, ali estava eu, de um tamanho demasiado para ousar sequer respirar ainda que a inércia vinda dos pulmões não me deixasse desistir. Resolvi ter uma conversa comigo próprio.
- É-me difícil abandonar-te! Dificilmente o irei fazer. Só se morrer e, isso pode acontecer.
- Podias dizer-mo. Eu sei que um punhado de terra não basta e o suicídio é uma perca de tempo. Talvez fosse bom. Para mim, acho que sim, que seria.
- Sabes, está frio e eu tenho daquele medo que me faz medo de vez em quando, lá longe. É isso que não me deixa ir e que me desassossega os dias e as noites.
- Não mates aquilo que nos liga. Está a chover e ontem foi domingo.

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