Andando a tentar perceber como se processava a simbolização dos perigos na minha vida desconfiei logo quando encontrei a disforia. Encontrei-a numa das ranhuras do meu pensamento intuitivo, atarefada a construir uma espécie de casulo para que a má consciência aí se pudesse esconder durante uns tempos.
Quando lhe perguntei o que estava a ali a fazer não hesitou e respondeu:
- “a preparar-me para dar cabo de ti daqui a uns anos”
Há coisas que não se dizem aos domingos.
PS: Sim, ando a ler Schopenhauer e não a vou deixar fazer isso.

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